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Eu nunca usei tamanho 38 (parte II)

Um dos meus últimos posts de 2012 foi a respeito da minha insatisfação sobre o meu peso e como lido com isso desde a minha infância. Não, não é só mimimi (ou talvez seja), mas eu insisto em falar sobre o assunto porque há algum tempo tenho refletido demais sobre os rótulos que a sociedade nos colocam e nós mesmos passamos a nos cobrar sobre isso.
 
As pessoas continuam a me dizer "nossa, Bárbara, mas você não é gorda, você é gostosa" - obrigada pela parte que me toca, sim me sinto, às vezes-só-às vezes, gostosa. Mas é muito difícil adequar o que se vende nas lojas ao meu corpo. O fim da picada foi no ano novo quando eu não muito animada a procurar roupa para sair, me deparei com pouquíssimas opções que coubessem no meu padrão corporal. Eu já havia esclarecido comigo mesma que fugiria do tradicional branco e mesmo assim foi deprimente minha caça. Há muito custo encontrei duas peças que satisfizessem meu gosto e daí comecei a pensar: "e quem não encontra? Que se vire e tente entrar numa dessas numerações menores, vista um pano de pano qualquer ou sai de mãos abanando?". Isso sem pensar muito afundo, como classe social, que é um agravante.
 
Aí então para engrossar o assunto, durante essa semana por mais uma vez tive o desprazer de acompanhar um polêmico post do colunista do blog/site Chic, da Glória Kalil através do desabafo da Paula Bastos do Grandes Mulheres. Leiam um pouquinho e descobrirão que lá ele diz:
"O inverso _o bullying das gordinhas com as modelos magrelas que postamos aqui no Chic_ é infinitamente mais chulo e agressivo. A se pensar..."
WTF? Sério mesmo? Não, meu caro, você usou de um argumento baixo e irreal para se defender. E, se porventura, isso ocorre acredito que não chega nem a escala 1 de bullying que as/os gordas/os sofrem. São comentários sem fundamento, ácidos, preconceituosos e desrespeitosos como esses que me fazem questionar: por que as pessoas sentem prazer em ofender? Te faz sentir melhor ou superior que o outro? Porque se o for, bom... Sinto lhe informar, mas você não é; aliás, está longe de o ser ainda mais julgando os outros pelo que elas são fisicamente.

Voltando ao assunto moda-para-gordinhas, também acompanhei o post da Thálassa Coutinho do Botica Urbana ano passado quando a hashtag #46nãoentra subiu nos trending topics, após a declaração da empresária Alice Ferraz, idealizadora do grupo de blogs F Hits, deu ao site da Istoé Dinheiro, quando falava de seu investimento na venda dos ‘looks do dia’, o F Hits Shops.

"Ela funciona da seguinte forma: para acessá-la, a consumidora deve preencher um cadastro com informações sobre seu manequim. Se usar roupas menores que o tamanho 46, a candidata tem chances de ser aceita."
Frisem a frase final... Dá vergonha e repúdio de gente com pensamento assim.
 
Concordo quando a Thálassa fala em seu texto que as grifes devem sim se adequar e investirem nesse mercado que é tão crescente, porque afinal quem é gordinha quer sim se vestir bem e as mesmas têm começado a se aceitar, assumir como são. Assim como as grandes lojas de departamento devem suprir essa necessidade das camadas mais baixas, pois também irão lucrar com essa demanda.
 
Embalada no tema, pesquisei um pouco mais e achei no Just Lia da Lia Camargo um post com 15 blogueiras "plus size" estilosas. E a partir de hoje vou me inspirar em duas que amei, porque querendo ou não sempre há meios de amenizar certos "problemas" e essa será a minha forma.

 

Eu nunca usei tamanho 38 (parte I)


Não, meu blog não mudou o foco. Só estou numa fase em que preciso falar de algumas meninices e, talvez, alguns moços até também curtam saber disso. Como terapia é caro, cá estou escrevendo. E essa fase se iniciou há algumas semanas quando, insistentemente, tentei entrar numa calça número 42 e ela não me coube. Pra mim, que já havia estacionado no mesmo tamanho há dois anos e pouquinho, foi um susto. Você pode estar aí se perguntando “mas por que toda essa ladainha, meu Deus?! Faça uma dieta, exercite-se e resolverá seu problema, filhinha”. Sim, muito simples – falando. Na prática são outros quinhentos. Mas vamos aos fatos...

O porquê do título: não, em nenhum momento da minha vida usei tamanho 38. Lembro-me da minha fase dos 9 aos 12 anos em que me irritava facilmente quando alguma parente enchia minha paciência reclamando das minhas roupas folgadas. Mesmo que fosse a blusa mais bonitinha, contando que não me apertasse, estava ótimo. Sem contar que, nessa idade, eu já possuía mais corpo do que minhas amigas e isso realmente me envergonhava.

Quanto mais eu pudesse me esconder, melhor. Nada de calças justas, quiçá sonhava em vestir blusinhas que exporia minha barriga. Ser um parâmetro de comparação não era nada legal. E até hoje odeio isso! Me recordo que passei rapidamente do tamanho máximo infantil ao adulto – do 18 para o 40. E algumas tias insistiam em me dar calças número 38 e ainda diziam “ah Babi, cabe em Fulana que tem o mesmo corpo que o seu, fica um pouco apertadinha, mas dá pra usar”. Não, gente, aquilo não cabia em mim, só numa pessoa magérrima a vestiria!

Minha vaidade nessa época resumia-se a batom/ gloss e o enfeite da minha presilha de amarrar cabelo. E vejo o quanto as pessoas nos impõem desde cedo certos padrões. Hoje, já “adulta” percebo o quanto me privei de brincar, porque sempre me sentia “a gordinha que mal consegue correr” ou participar de qualquer brincadeira que exigisse esforço físico.

Nos meus 13 passei por uma quase depressão por vários problemas familiares, então eu decidia não comer e emagreci. Contudo no ano seguinte comecei a descontar minha ansiedade e meu nervosismo na comida e cheguei aos 68 kg lá pelos meus 1,54 de altura. E estabilizei pelos próximos três anos e consegui aos poucos obter aquela vaidade feminina corriqueira.

No ano de 2009, a dança surgiu na minha vida para recuperar minha autoestima. Eu que me sentia a “patinho feio”, não me transformei no cisne, não. Longe disso. Mas passei a me aceitar, a enxergar minhas qualidades e passei a valorizar tantas outras coisas em mim. E nesse balançar das cadeiras perdi quase 10 kg. Um marco.

Sustentei meus 58 kg até alguns meses atrás quando a vida de universitária e estagiária me tomarem o tempo, e minha rotina alimentar e das minhas aulas de dança virarem uma bagunça. E agora isso: um susto de voltar à casa dos 60 kg (acrescentem mais 3, 3 kg aí para meus 1,57 de altura) e não caber mais nas minhas calças tamanho 42, que não é tamanho de gorda.

Sei que terá gente que falará que também é péssimo ser magérrima, que é uma dificuldade só engordar uma mísera grama – e, sim, eu as entendo. Defendo que devemos procurar estar bem consigo mesmas. Mas não fique buscando uma fórmula milagrosa pra engordar/ emagrecer, porque a receita nós sabemos... Então façamos do jeito certo, adaptando e respeitando nosso biótipo. 
Compartilhem suas histórias e opiniões, em breve quero postar aqui sobre minhas metas a respeito desse assunto. 

Around you;

Dancing by Elisa on Grooveshark

Esses acordes só me fazem sonhar, mas de lá eu não queria acordar, moço. Me deixa ficar por lá... Por lá ou contigo. Porque em alguns dias atrás eu estava vendo o entardecer ao seu lado e, desde então, à noite não sei ser só. Me falta uma parte. Falta esse pedacinho no meu dia que é você. Agora o céu pode escurecer e eu sempre vou emudecer pra ouvir esse chiadinho no peito, sintonizando na saudade pra me fazer lembrar você. Meu corpo se transformou numa vitrola, onde o mesmo disco toca incansável e estranhamente, e eu tenho a sensação do meu mundo girar – sozinha -, enquanto ouço sua voz vindo me acalmar. Ou pra me causar esse misto de sensações a me rebuliçar. E eu queria você aqui, amor, pra fazer nossos planos. Mas ‘cê pediu pr’eu não chorar, ser forte e acreditar e, às vezes, escondida vou silenciando e transbordando um tanto de saudade, outro de amor. Vem logo, menino, que sem você eu me desfaço. Enlaça de novo meu corpo ao seu e aperta. Aperta. Atrela meu mundo ao seu e não me deixa ir, por favor. É que eu não suporto a ideia de ter que decorar toda vez seu sorriso por não poder vê-lo todos os dias. Vem logo, ou eu vou.

De mãos atadas

“Não solta a minha mão, tá?” – isso diz tanto sobre mim.

Os dias se pintaram de cinza, mas o que eu me lembro são das cores que você tingiu em mim. Naquele dia, o céu clareou pra emoldurar bonito nosso encontro, moço. Você notou? Quando percebi seu olhar me reconhecendo a distância, seu sorriso em seguida me desarmou dos meus medos e, enfim, eu pude sentir um palpitar diferente... Não esbaforido, tampouco manso. Talvez, fosse o sossego tão esperado que me preenchesse com sua chegada.

Em meio ao caos da estação e dos transeuntes, ansiei você bem perto de mim. E quando nossos braços se abriram a um abraço curto e acalorado, menino, eu pude sentir meu coração encontrar o seu. Alguns risos desconsertados e deixei deslizar minha mão pelo seu antebraço e sua mão acolheu a minha tímida... E ao se apertarem estavam gélidas de nervoso e nós a aquiescemos, enquanto as mantivemos juntinhas. As primeiras entregas de outras tantas.

E agora estou aqui, amor, respirando saudade: dos seus olhinhos miúdos, enquanto sorria; da sua boca selando a minha; do seu braço envolvendo-me, enquanto caminhávamos ou repousávamos em algum banco; da maneira como entrelaçava e comprimia nossas mãos e acarinhava meus dedos; do seu rosto e cangote à minha mercê para meus cheirinhos; da sua cabeça recostada em meu ombro, enquanto eu o cobria com meu braço e afagava seus cabelos; da sua voz confidenciando-me vontades ao pé do ouvido; das suas quedas às minhas provocações e dos nossos corpos tão instáveis à presença do outro.

Esse sentimento tão prometedor de coisas boas, às vezes, dói e nos castiga. Mas não se preocupa, guardei as melhores lembranças de nós. Um riso bobo ainda adorna meu rosto, porque seus gestos simples me encantaram. Jamais me esquecerei do homem que amparou meu pranto em seus braços e que me pediu pra eu acreditar em nós.

Sonho que se sonha junto;

E eu quero recostar minha cabeça em teu peito e dizer:
- Se não for pra ser...
Vou me alegrar em lembrar que,
um dia, compartilhei sonhos com você.

Brincando em sermos nós


Dizem que não devemos gritar a felicidade, porque ela tem sono leve. Mas como me conter? Está cada vez mais difícil. E você é o culpado de tudo – do meu reboliço e da minha alegria aparente. Sabe o tal colorido dado à vida quando se ama e a sensação de estar vívido? Vejo-a e sinto-me assim. Uma noite parece muito pouco para sonhar, então passei a devanear acordada, porque você despertou tudo o que havia adormecido em mim.

Nessa nossa ausência, a gente se preenche como pode. E dessa maneira você me inspira, menino. Por isso, na minha fantasia favorita, na primeira vez em que nos vemos você me abraça forte, e ao desfrouxar dos braços, nossos rostos tão próximos se tocam levemente e nossos lábios se conduzem a um beijo tímido. Com sede de nós vou desenhando cenários imaginários, os quais, um dia, quero pertencer estando junto a você. E crio as sensações que irá me provocar... Feito àquela na noite em que pela primeira vez me entregarei cheia de anseios e com amor, à meia luz, só para apreciar cada toque de sua pele na minha. Julgando-me cada vez mais sua. Ouvindo a sua boca me chamar de “seu amor” para em seguida me pedir mais do mesmo. Até que eu possa tê-lo de verdade, cotidianamente, requer tempo. E, digo, não gosto de despedidas, vou sofrer por ter que deixá-lo ir. Então, me tome em seus braços e me diga qualquer coisa que me faça acreditar em nós, apesar da distância. Porque espero que tudo se ajeite.

Você tornou meus dias mais doces e intensos; me fez sonhar além... E agora me pego imaginando que quero todos os clichês: passeios de mãos dadas, beijo na chuva, tardes tediosas ao seu lado e risadas por bobagens. Figuro aqueles detalhes em circunstâncias em que estará conversando e repousará seu braço por cima do meu encosto do banco, ou em que eu tatearei sua perna com uma das mãos até aquietá-la em sua mão. Das vezes em que me desatentarei da conversa paralela, nos olharemos e me beijará a testa, e nesse simples gesto eu me perderei e lhe darei um cheiro no cangote, sem vergonha de demonstrar meu afeto. Talvez, também enquanto tagarelamos acaricie distraidamente sua nuca.

E numa noite de festa em que estarei conversando com conhecidas e receberei aquele xaveco barato de um qualquer, mesmo você sendo calmo me afastará da roda o encarando irritado e serei obrigada a lhe puxar pelo braço, dizendo que nada aconteceria. Para depois lhe arrancar um sorriso falando que você fica tão lindo na pose de brigão. Assim como nos momentos em que eu serei a ciumenta da história... Quando aquela sua colega de trabalho se insinua para você na minha presença ou quando uma das suas ex’s insistirem em tratá-lo como amigo ou confidente. Mas saber que toda e qualquer implicância não resistirá a um carinho ou a um “se estou com você, é você quem quero, para amor!”.

E ter a grande mania de usar aquela sua camiseta velha para dormir. Ocupando seu lado da cama, enquanto você não vem e achar a 8ª maravilha do mundo trocar sexo por dormir de conchinha, esquentando meus pés enroscados aos seus.

Eu sei tão pouco sobre você. E mesmo assim, tenho curiosa vontade de lhe observar lendo um livro... Ou se dedicando a algum escrito, desenhando ou dedilhando o violão.

Caso suporte minhas chatices, manias, defeitos e meu mau humor matinal, um dia, construir um cantinho para chamá-lo de nosso. E nos unir... Seja somente aos olhos do Pai, dividindo o mesmo teto e nosso amor ou numa singela ocasião. Porque você me faz sonhar com isso e mais um pouco, menino.

Eu amo você, meu japa.

Carta do Editor

Eu não quero poupar e não deixarei transformar palavras em objetos, senão meu objetivo de trabalho. Porque eu me espelho nos grandes e, um dia, também quero ser exemplo. Lembrar-me-ei das anotações em papéis soltos, das histórias inventadas e das que ficaram somente na imaginação, dos rabiscos na última folha do caderno e das minhas agendas-diários entre fotos, datas e confissões.

Aprendi com o tempo a transcrever o paralelo que vivia em mim, o real e o mundo imaginado. E, às vezes, sinto que caminho para o mesmo lugar, onde há uma ponte em que os versos me buscam, então eu os fantasio da minha verdade e os mostro ao mundo. Aos poucos, me sinto despida, porque as palavras têm um poder transformador sobre quem escreve e quem lê.

Olha, eu já quis ser professora, advogada e até contorcionista de circo, mas não me importaria se eu exercesse qualquer uma dessas profissões com orgulho, amor e afinco como a que eu quero atuar: jornalismo, apesar de ainda ter um trilho largo a percorrer. Mesmo com todos os receios de iniciante, um dia, ainda estamparei a “Carta do Editor” de uma grande revista com o meu depoimento sobre a edição do mês e o meu esforço para estar ali carregando a minha assinatura!

Escreve aí e não esquece, porque no dia oito do oito de dois mil e onze iniciarei uma nova jornada. Alçarei um voo longo em busca do meu sonho.

Pauta para 149ª semana do Blorkutando.
Meu povo e minha pova, que saudade de escrever! E de visitá-los (vergonha e preguiça me definem). Lembrei também desse post que não deu muito certo, mas continuo com a mesma ideia também nesse ramo. Precisava compartilhar essa notícia com vocês também, então juntei o útil ao agradável de última hora. E apareçam lá no Gurias Arretadas, seus lindos.
Beijo pra quem é de beijo.

Você é o que meu?

Estou dizendo adeus a tudo que não me pertence, mas e você... Você é o que meu? Quantas vezes você já se entregou? Às vezes, penso que não lhe conheço. E, de verdade, não deixa de ser um estranho desconhecido para mim. Ainda tem a distância, nossa amizade, porém o nosso desejo e o meu querer. Disseram-me que gosto de meninos com nome de Anjo e, quiçá, seja verdade, mais um Anjo no corpo de homem que me extasia. De você não me simulo de santa, aliás, me dissimulo e perco o tino. Eu queria me entregar a você. Mas... “Eu não posso gostar de você assim, não assim.” Escuto essa voz ecoando a mesma frase quando o assunto é você. Sinto que estou errando, confundindo, que meu mal é a carência – viu, já estou procurando desculpas para não querer admitir minha vontade. Meu jeito é bobo quando junto de você. Se eu mesma não consigo entender também não sei se estará preparado para explicações, isso é, se lhe interessar, compreendendo que gostar não requer motivos. Pois já lhe vejo tímido, todo envergonhado por minhas palavras – sou uma falastrona apaixonada. Sabe, também sinto um ciúme tolo de quem possa estar com você, no seu dia-a-dia, de poder ouvir a sua voz, de se encantar com o seu sorriso e aproveitar dos seus abraços... Indago-me se você se lembra de mim nos seus dias e se você fala de mim para outras pessoas, porque tem sido constante meu pensamento divagar sobre o seu mundo e sua vida. Sei lá o que seria de nós senão amigos agora?! Nada? Com medo de lhe perder prefiro ser o que sou para você: amiga. Mas entenda que essa necessidade de você tem se tornado intensa. Você já sentiu algo assim?
Declarações... Amizade, virtual, paixão. Novos tempos e quem nunca se meteu nessa enrascada que atire a primeira pedra.
Devendo visitas, comentários e blablablá. Espero cumprir com minhas obrigações logo, logo!
Beijo pra quem é de beijo.

Sobre pertencer;

♪ "Eu não sabia buscar,
Foi quando apareceu,
O que eu quis inventar..."

Núria Mallena - Quando assim

Quando menina, dessas em que ainda anda de pés descalços e cabelos desgrenhados sem se importar com vaidades, segredava para o nada, ou decerto, soprava o teu nome ao vento - sem pressa, com temperança, amimando as fantasias de ti ao meu lado. Divagava sobre o gosto das reconciliações, das carícias recíprocas e involuntárias e dos sonhos compartilhados. Querendo o teu nada e preenchendo-te do meu todo, para enfim, escrever nossa história. Por um tempo até entreguei-me às paixões lascívias e, apesar dos anos e de muitas vontades passarem, continuo com a essência do teu efeito sobre mim, ou melhor, da minha idealização sobre ti. Permaneço implicando com amores perfeitos, porque neles não me encaixo nem me contento. Gosto mesmo é da inconstância de gostar. Enquanto isso vou afugentando o amor, o qual guardo para ti. É, e acho mesmo que ainda sou menina, dessas que fantasia em silêncio e sorri; detecta mundos particulares e conserva para si; e que nutre sensações que ainda estão porvir. Mas se não bates em minha porta, se não apareces na esquina ou no balcão de bar, na fila do banco ou da padaria, vou continuar aqui, sonhando. Colorindo-te de cor carmim e do jeito mais singelo deixando-te marcado por mim... Dessas marcas-cicatrizes; que o tempo passa e não apaga; que ao invés de produzir ira apenas te induzem à vingança mais doce e gentil, levando-me a te querer cada vez mais entre beijos, cumplicidades e afagos. Falo sobre pertencer com todas as imperfeições, manias, detalhes, segredos, sonhos, ensejos, ausências e do vazio. Porque quando eu te conhecer, menino, quero saber da tua espera por mim, em noites como essa de junho frio. Se agora és mera distração para minha imaginação, um dia, serás minha satisfação e redenção.

Saudade de escrever algo fofinho assim, um completo clichê, mas que eu gostaria de viver um amor assim. Música tema do Rei Augusto e da Mª Cesária, na novela Cordel Encantado - a letra é muito linda!
Beijo pra quem é de beijo.

Você;

Hoje, afaguei a ferida e por um triz quase me traí. Sabe... Estou cansada de ser vulnerável a você. Porque enquanto meus dias são caóticos, sei que não causo sequer uma centelha de falta nos seus dias. Porque por mais que eu diga aos outros estar seguindo adiante minha mente prende-se a você. Só quem passa o mesmo que eu sabe o que é carregar cicatrizes invisíveis de um falso amor. Minha fragilidade diminuiu-se e as várias lacunas que você deixou estão sobre proteção, porque é a única forma de não me envolver, não me ferir e lhe deter. É que você não soube medir as palavras e agora são seus atos que me atingem. Mas já foi, passou, cessei o chororô. Você é a minha soma errada, o meu equívoco... Porque por malícia ou insensatez, você só fez confusão em mim.


Desculpem pelo texto ultra-mega-power-blaster pessoal, mas como não postava a 13 dias e surgiu isso em tom de desabafo resolvi postá-lo. Em breve me atualizo e respondo demais comentários.
Beijo para quem é de beijo.

#100FactsAboutMe

Hashtag via twitter, 100 fatos sobre mim! Smack.
1. Eu acredito em Deus e Anjos.
2. Gosto de esoterismo e, muitas vezes, acredito.
3. Eu sou lenta para fazer atividades de agilidade.
4. Sou tímida, mas não sou santa.
5. Já me apaixonei por internet e já sofri por não ter dado certo.
6. Sinto ciúmes de tudo o que eu possa chamar de “meu”.
7. Eu ensaio caras e bocas e conversas frente ao espelho.
8. Danço sozinha.
9. Faço dança de salão e já pensei em ser professora de dança. Questão ainda em aberto.
10. Sou bem eclética, escuto de rock a pop, com exceção de brega e punk.
11. Quando estou sentada e lembro alguma música mexo os pés no ritmo.
12. Meu primeiro beijo foi aos nove anos com uma menina; depois aos treze anos com um menino.
13. Brinquei com boneca até meus catorze anos e acho que curti muito minha infância.
14. Nunca tive pressa em crescer.
15. Funciono melhor à noite e durante o dia sinto muito sono.
16. Só digo “eu te amo” para minha mãe em datas especiais.
17. Não me relaciono bem com meu pai, mas o amo.
18. Tenho um irmão mais novo dois anos, hoje nos entendemos bem melhor e fico feliz por isso.
19. Gosto de abraços, mas tenho vergonha em oferecê-los ou dá-los.
20. Recebo beijo na testa e me sinto a pessoa mais feliz.
21. Digo “bom dia/tarde/noite” a desconhecidos onde estou chegando.
22. Meu sorriso é frouxo. Rio por qualquer besteira e em momentos inoportunos.
23. Já caí da escada e ri e chorei ao mesmo tempo.
24. Xingo meus amigos mentalmente quando estou com raiva, mas sorrio só para evitar uma briga.
25. Uso palavrão na medida certa e isso é libertador!
26. Irrito-me com quem quer ser dono (a) da verdade, mas evito confrontar.
27. Odeio quem maltrata crianças, animais e idosos.
28. Tenho um poodle de dez aninhos que tem a mentalidade de uma criança, o tratamos aqui em casa como membro da família.
29. Eu falo com o IG como se ele fosse me responder e, às vezes, acredito que só ele me entende.
30. Odeio quem tem preconceitos. Não é obrigado a gostar, mas respeito é bom.
31. Não sei cozinhar e gostaria de aprender.
32. Minhas cores preferidas são turquesa, vermelha, preta e branca.
33. Aprendi a gostar de roupas rendadas e com estampas florais.
34. Sou viciada em sandálias, esmaltes e estilo vintage.
35. Já quis ser rocker, mas não combina comigo.
36. Acho sexy mulher de salto e/ou o cabelo feito coque.
37. Almejo um cargo público...
38. Mas quero ser webwriter/revisora e escritora.
39. Não suporto erros de português.
40. Quando eu tiver dinheiro suficiente ajudarei instituições de caridade.
41. Sou romântica, mas não sei demonstrar interesse.
42. Nunca namorei.
43. As pessoas me chamam de estranha e, às vezes, de mal humorada ou séria.
44. Já fiquei com amigo, porque queria e gostava dele, mesmo sabendo não ser recíproco e não me arrependo. Hoje continuamos sendo amigos.
45. Já fiquei com outro amigo e perdi a amizade.
46. Acho Brasília um tédio, mas não troco minha cidade por nenhum outro lugar.
47. Tornei-me, tardiamente, aos dez anos, torcedora do Flamengo!
48. Aprendi a falar um pouco sobre futebol por influência de amizades masculinas, fato.
49. Acho idiota quem briga por religião, futebol e política.
50. Meu sonho é viajar sozinha para o exterior.
51. Quero aprender a falar espanhol fluentemente, italiano e francês.
52. Gostaria de ser dona de uma livraria-café.
53. Quando pequena dormia com minha mãe e não conseguia dormir na casa dos outros.
54. Já chorei de medo, de alegria, de tristeza, de saudade e de raiva.
55. Gostaria de aprender a cantar e a tocar piano.
56. Sou tarada por bumbuns.
57. Reparo em mãos masculinas e olho para os pés femininos.
58. Apaixono-me por homens da pele clara, cabelo preto e curto, corpo esguio e barba por fazer. Mas nunca fiquei com um!
59. Homens simples e que possuem algum “dom” me conquistam.
60. Gordinhos já ganharam meu coração.
61. Fico vermelha com facilidade.
62. Já sonhei com personagens de séries e filmes.
63. Não consigo reler livros.
64. Choro em finais seja de livros, filmes, séries e histórias que realmente me tocam.
65. Tenho vergonha de ser uma verdadeira manteigona.
66. Tenho mais amigos virtualmente do que na vida real.
67. Sou mais faladeira na internet do que na vida real.
68. Sonho com o dia em que conhecerei todos os meus amigos virtuais.
69. Gosto mais de fazer perguntas do que responder.
70. Admiro alguns blogueiros, porém fico com vergonha de comentar em seus posts ou de falar com eles através das redes sociais.
71. Prefiro homens mais velhos a molecotes.
72. Adoro meninas fofas e de atitude.
73. Gostaria de colocar lentes de contato, óculos me deixam com ar de mais velha.
74. Antes dos dezoito anos comprava bebida alcoólica sem precisar mostrar a identidade.
75. Não gosto de cerveja. Mas bebo outras coisas para ficar alegre. Por que qual a graça de ficar bêbada?
76. Não gosto de narguilé/cigarros e sou contra a legalização da maconha!
77. Meu mal é que sou intensa. Entrego-me demais e me lasco demais!
78. Sou respondona, sincera, protetora e detalhista.
79. Já falei coisas das quais me arrependi.
80. Já cometi erros dos quais me arrependi e aprendi.
81. Não suporto pessoas que se tornam amigas por conveniência.
82. Não tenho paciência com pessoas carentes, grudentas, que falam demais, que fazem graça demais... Tudo em excesso me deixa impaciente.
83. Engulo meu orgulho quando perco a razão e peço desculpas ou finjo que nada aconteceu.
84. Tenho uma tia, prima e algumas amigas que são quase minhas irmãs.
85. Minha amizade mais duradoura completou seis anos.
86. Músicas me lembram de pessoas e momentos.
87. Não escuto algumas músicas há anos para não me lembrar de algumas pessoas e momentos.
88. Leio blogs eróticos e gosto de falar sobre sexo e afins.
89. Sou “feministasinha”, defendo que toda mulher tem o direito de expor o que deseja e de negar quando não quer.
90. Desejo fazer sexo em lugares inusitados!
91. Já tive iniciativa e me dei bem, assim como já me dei mal.
92. Tenho preguiça de assistir ao noticiário.
93. Já sofri bullying na época do colegial e, por isso, às vezes me sinto insegura para tomar certas atitudes.
94. Meu carma é a matemática. Tudo que envolve a maldita acaba com a minha vida.
95. Sonho com uma casa enorme, onde possa reunir todos os meus amigos e familiares e outra no campo com direito a estribo e tudo o mais.
96. Já senti inveja e me repugnei por sentir isso.
97. Adoro fotografia, mas não gosto de ser fotografada.
98. Quero ter três filhos: dois homens e uma menina.
99. Se eu não adotar algum filho, quero adotar um animal, de preferência um vira-latinha.
100. Eu tenho mais cicatrizes do que gostaria tanto no corpo como na memória.