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Sobre seus (a)braços;

"Hold me in the dark just
 hold me close to your heart
i don´t even need to know your name
 
hold me in the dark..."
 
Birdy - Guardian Angel 

A voz arranha e os porquês perambulam inquietos por dentro, mas pela primeira vez entendo a ordem de silenciar. Eu sei que você não dirá nada e não espero que o faça agora. Mas preciso exprimir cada pequena descoberta que você provoca em mim, moço. Porque quando você chega é o seu cheiro de paz que a brisa anuncia e permanece comigo ao longo dos dias. Você nem imagina que nesse seu sorriso que antecede seu abrir de braços já me cativa, mas é no seu abrigo que me cubro da sua essência tão calma, tão mansa. Porque contigo a pele eriça, mas logo o tumulto passa; e o corpo pede quietude e o meu coração emudece pr'eu ouvir o seu. Quantas vezes eu me vi sentindo o seu arfar e o seu aperto... Sim, eu gosto de te reparar e de me sentir aquiescida no seu aconchego, mesmo sabendo que você acolhe a todos assim. E há tanto silêncio que perturba a minha paz, menino. Dá vontade de ficar ali, entregue carinhosa, intensa e prolongadamente a você, porque sei que é a forma pela qual se expressa, mudo e tranquilamente. Talvez, te baste e isso diz mais sobre você do que de mim. Mas enquanto me calo, desejo muito que a cada abraço você se sinta bem recebido, amparado e protegido pra que tenha também o seu momento de sossego. Se não aqui por outros abraços por aí.

Você é o que meu?

Estou dizendo adeus a tudo que não me pertence, mas e você... Você é o que meu? Quantas vezes você já se entregou? Às vezes, penso que não lhe conheço. E, de verdade, não deixa de ser um estranho desconhecido para mim. Ainda tem a distância, nossa amizade, porém o nosso desejo e o meu querer. Disseram-me que gosto de meninos com nome de Anjo e, quiçá, seja verdade, mais um Anjo no corpo de homem que me extasia. De você não me simulo de santa, aliás, me dissimulo e perco o tino. Eu queria me entregar a você. Mas... “Eu não posso gostar de você assim, não assim.” Escuto essa voz ecoando a mesma frase quando o assunto é você. Sinto que estou errando, confundindo, que meu mal é a carência – viu, já estou procurando desculpas para não querer admitir minha vontade. Meu jeito é bobo quando junto de você. Se eu mesma não consigo entender também não sei se estará preparado para explicações, isso é, se lhe interessar, compreendendo que gostar não requer motivos. Pois já lhe vejo tímido, todo envergonhado por minhas palavras – sou uma falastrona apaixonada. Sabe, também sinto um ciúme tolo de quem possa estar com você, no seu dia-a-dia, de poder ouvir a sua voz, de se encantar com o seu sorriso e aproveitar dos seus abraços... Indago-me se você se lembra de mim nos seus dias e se você fala de mim para outras pessoas, porque tem sido constante meu pensamento divagar sobre o seu mundo e sua vida. Sei lá o que seria de nós senão amigos agora?! Nada? Com medo de lhe perder prefiro ser o que sou para você: amiga. Mas entenda que essa necessidade de você tem se tornado intensa. Você já sentiu algo assim?
Declarações... Amizade, virtual, paixão. Novos tempos e quem nunca se meteu nessa enrascada que atire a primeira pedra.
Devendo visitas, comentários e blablablá. Espero cumprir com minhas obrigações logo, logo!
Beijo pra quem é de beijo.

Ela

Pensei, pensei,... E adivinhem: pensei?! Mentira, senti!

Não sou boa com homenagens, tampouco com palavras. Li o último texto dela e senti... Que a vida ganha cor, sabor e amor quando palavras nos preenchem – a cada fresta e vão de minguadas e singelas palavras, as quais nos são pronunciadas. Basta querer sugá-las para si, aspirá-las ao mais profundo possível e deixá-las nos consumir. Quem consegue tal proeza é digno de aplausos, de suspiros e até lágrimas. Mas, e quando o som das mãos não pode ser escutado, os suspiros apenas devaneados e as lágrimas não enxugadas? Até através das palavras ovaciona a quem se admira, encanta-se e conforta-se. E eu me aproximei dela assim...

Ela transformou meu mundo... Reergueu-me quando imaginei que não houvesse mais sonhos cá dentro do seio, fez-me rir do inevitável, aninhou-me mesmo sem seus braços envoltos a mim e cantarolou comigo mesmo sem ouvir minha voz. Eu lha amei, garota, da primeira vez em que lha li, e daí? Esgueirou-se, aproximou-se e tratou de me conquistar com esse jeito moleca, indecisa e sabichona de ser. Enquanto me fala de sorrisos, lha falo de palavras, porque me fascinou com sua maturidade e sensibilidade com a qual transmite as cenas mais improváveis e os sentimentos mais inimagináveis.

Hoje, não me vejo sem você. E sei que nesses poucos e intensos meses de amizade, sinto sua falta e luto contra a rotina sobre nossos dias que trata de nos afastar mais ainda, como se não bastasse à distância em quilômetros entre nossa existência. Mas saiba que espero o dia em que toda essa sua falta que se amontoa dentro de mim passe logo e que possamos nos conhecer. Para eu poder ouvir você cantar (sim, eu tenho essa vontade), para podermos gargalhar e comer pipoca doce juntas.

Vejo-a fazendo tantas homenagens lindas que me envergonho em publicar esta. Porém diante das circunstâncias e tratando-se de Tatiane Tosta achei que esse meu amor, carinho e amizade, os quais compartilhamos têm que ser expostos a todos com e sem – clichê e melosidade - possíveis.

Minha chatinha, xuxuzinha e trenzinha. Amo-lhe e desejo-lhe todas as coisas boas: amor, saúde, felicidade, alegrias, sabedoria e muita fé para crer que você é capaz e merecedora de tudo isso! Porque eu creio que você pode crer em si mesma e nos seus sonhos e vontades. Lute pelos seus ideais sempre, mas não se esqueça de vivenciar e sentir o gosto de cada conquista, porque eu estaria aqui, de longe, torcendo por você!

Quanto tempo... Quase um mês sem postar e ainda devendo visitas, mas vamos lá gente, hoje é um dia especial para "a garota dos Nove" - 09/09/1989. Aqui está minha admiração por ela, Ta-ti. Merecia mais, mas foi o que consegui expressar para uma pessoa tão ímpar em minha vida. (:
Beijo pra quem é de beijo.

Dois olhos negros

Os ladrilhos da pequena cidade eram os mesmos e os costumes de interior permaneceram, mas as faces conhecidas já não vagavam por entre as ruelas.
Palpitava forte meu coração ao fincar os meus pés naquele solo. Sentia-me deslocado e sabia que ninguém mais me reconheceria. Meu mundo era outro. E por tantas vezes desejei não mais voltar ali. Pisava em espinhos e imaginava que minha Flor não tinha esperanças do meu retorno. Mas não me assustaria se ela não soubesse que era minha Flor...
A recepção em casa fora das melhores. De lágrimas, sorrisos, abraços apertados e beijos na face - não havia de ser diferente. Porém eu esperava que me deixassem respirar um pouco ou oferecem-me para ir ao meu antigo aposento, porque seria o suficiente para eu pular a janela e correr pelos fundos da casa a procura de minha flor. Como ansiava o nosso encontro. Cresci e guardara comigo todo o meu amor por ela.
Sem delongas deixaram-me sozinho por um instante. E aos poucos fui adentrando o casarão, que nada mudou, a não ser pela minha foto emoldurada que mamãe expunha na sala de jantar ao lado dos doutores da família. Ri comigo mesmo, só mesmo ela para exaltar-me de tal maneira. Corredor amplo que dispunha de mais fotos e quadros, velhas recordações. E passando para a cozinha surpreendi-me com tal visão. Uma negra baixinha de ancas grandes e largas; cabelo solto crespo enlaçado por uma grossa faixa rosa; vestido de alças finas deixando os ombros bem definidos a mostra, branco, rendado na barra e curto, encontrava-se de costas mexendo o tacho no fogão a lenha.
Por um segundo senti que me faltou o ar nos pulmões e meu coração quase rompera meu peito a fora. Ela não se movimentou um centímetro e somente expeliu de seus finos lábios inclinando a cabeça para o lado o meu nome:
- Caetano?! – E então se virou por completa e encarou-me.
Aqueles dois olhos negros expressivos e inquietantes pertenciam à mesma dona, mais linda, mais robusta e mais... Mulher!
Num solavanco ela abriu os braços e foi de encontro a mim. E naquele dia, convenci-me que meu lugar era ao lado dela, em qualquer mundo.

P.S.: Beijo pra quem é beijo!

Liberdade...

... não a tenho ou por breves momentos a sinto; digo isso e meus pensamentos turvos transformam-se em calmaria, pois soa como a brisa, dá movimento a tudo e junto a ela, a vida. Difícil sem ela, pior com ela; não é tão simples domá-la nas mãos, quem dira, aos pés: guiam-me e levam-me além, pois torna tudo possível; a sabedoria sua grande aliada, talvez, não seja usada. "Pobre mortal!"
A liberdade me dá medo. E quando meu presente mostrar que no meu passado, deveras, ela veio, a desejarei em meu futuro. Temendo-a e confortando-me, mais uma vez, se em minha vida estiver presente.
Atenção;
Magia;
Indispensável;
Gratidão;
Orgulho...
Isso e muito mais se estivermos junto a ele, amigo!
20 de julho - Dia internacional do Amigo: "A família que podemos escolher."

Amizade singela.

"Amigo do sonho, da rua do berço
Amigo da festa, do jogo, do avesso.
Amigo da mãe, do ar, da estrada,
Amigo do amigo da amiga amada."
Túlio Dek - Amigo de Verdade
Não tem jeito... Vem junto com aquela pessoa fantasiada de invisível cujo dias vão passando e ela começa a roubar teu sorriso, por um período curto, mas que demonstra uma simpatia tão clara; apodera-se do teu olhar, sem que percebas, tornam-se tão constantes que o buscas sem se quer saber o porquê; e quando lhe dirige a palavra, responde-te com similar de lábios, exigindo-te a sentar, se aproximar, para decifrar o quão doce e suave pode ser aquela voz desconhecida.

Sabes como fazer: aproxima-te. Torna-te amigo. E sem querer, não entendes o que sentes. Mesmo que lhe digam, “admita já são carne e unha!”, não te passas pela cabeça onde foi que tudo começou. Foi simples atração. Sem vaidade ou luxúria, vocês são somente união.

Detalhes singelos de uma amizade construída numa base rija.

As pessoas se entregam na promessa eterna da palavra, “amigo”. Os efusivos a demonstram, os tímidos as têm como um coração de cristal. Porém, todos concordam que nenhuma amizade pode ser igual.