E por trás daquele rosto angelical de menino por muitas noites eu o desejei. Entre conversas insinuantes e comentários cínicos, eu me vi embevecida numa breve paixão tornar-se desejo lascivo enlevado no amor casto e sincero dele. Eu era impúdica e muitas vezes não me sentia digna dele; e foram várias as noites em que o cobicei até entender que a ternura dele enlaçava-me e alimentava minha bem-querença e fantasia.
Logo meu vestido e suas vestes transformaram-se em tapete e sobre o lençol me vi embrulhada por seus braços. Para aquela antiga eu isso jamais aconteceria, quiçá, somente em meus sonhos. Ele atiçava minha pele com o refestelar de seus dedos sobre meu pescoço, meus ombros e meu colo. Ali mesmo, entre o vão do meu decote, onde meu seio teimoso esgueirava-se sobre o outro com um dedo brincalhão ele desenhou o semi-círculo do sutiã e puxou-o para o lado, livrando-o do tecido. Por um ato reflexo, meu corpo se retesou com o roçar em meu mamilo e o contato de sua boca. Mas, em seguida, aspirei fundo e dei-o liberdade.
Inspiração surgiu assim, bem safadinha. Mas espero que quem o ler, goste. Eu estou devendo reposta de comentários, mas o farei em breve - juro, jurandinho, ok? Obrigada por quem passa por aqui. Até mais! Foto
Vestida apenas de camisa regata e calcinha apoiava as pernas sobre a mesa de centro remexendo-a de um lado ao outro e, vez em quando, os pés tamborilavam no vidro da mesma. Ah, observá-la roçando as coxas uma na outra ou, às vezes, mantendo-as afastadas fazia-o sentir depravado. Para escapar censurava tais pensamentos e ria de si mesmo em silêncio.
Porém haviam passado parte da tarde naquele ritmo... Pouco se aproximaram e agora que o dia se recolhia e amenizava o calor, ele queria senti-la perto e cálida. A fim de vê-la ligou o abajur e ela bradou com um “finalmente!”. E ele gracejou “é para te ver melhor”. Ambos riram, enquanto ele se levantava, espreguiçava-se e caminhava a passos mansos em direção ao sofá. Quando ele se sentou na mesa em frente a ela, tocando-lhe suavemente a perna direita, ela apenas abaixou-a e manteve a outra amparada dando espaço para que ele se ajeitasse... E, assim, ele o fez. Com a própria mão delicadamente ajudou-a a colocar a perna derribada a posição a qual estava anteriormente prendendo-se entre suas pernas.
Eles se entreolhavam à medida que ele deslizava as mãos pelas panturrilhas e joelhos dela. Ela inclinou-se um momento para oferecê-lo um beijo, mas ele continuou imóvel levando o olhar às suas coxas. E ela, obviamente, deu um riso e perguntou “que foi, gosta delas é?”. Ele com ar misterioso entreabriu-as mais e começou beijá-la os joelhos, enquanto se mantinha acariciando as panturrilhas dela... Deste modo, foi percorrendo brandamente os lábios e as mãos sempre acima. Ela pôde notá-lo apaixonado, quase entregue a uma ode às suas pernas. O ritmo aumentava. Ele não se contentava apenas em beijá-las, discorria a língua, enquanto apertava com força a parte externa, para então iniciar pequenas sucções e mordiscas.
Nas primeiras vezes que ele o fez, ela soltou um gemido incontido e riu pedindo que ele parasse, mas ele tornou a cometê-lo de forma mais suave, ignorando-a. Reparando que ela relaxava sobre o sofá e oferecia-lhe mais, ele aproximou o rosto à buceta e deu-lhe um beijo na virilha e outro sobre a calcinha. Ela se tremelicou, afagou o cabelo dele e ele prolongou o ato roçando a mão por cima do tecido.
Ao interromper, admirou a pele clara dela sobre o efeito de seus chupões e mordidas, marcada e vermelha. Jocoso disse a ela, enquanto acariciava-a “desculpa, mas elas são tão gostosas e você passou a tarde inteira me instigando”. Em falsa desaprovação ela respondeu com um manhoso “poxa, vou ficar toda roxa, sabia?”. E ele replicou “uhum, mas agora vou ser bonzinho, prometo”.
Sobre o tecido do short ela sondava o volume, enquanto ele se tocava antes de colocá-lo para fora. Antes retirou a camisa e aos poucos revelou a cabeça do pau sobre o short e a cueca. E ela já umedecia os lábios cobiçando-o. Mas ao se desfazer do resto das vestes e mostrá-lo por inteiro a ela, ela quis apalpá-lo e ele negou. Ajoelhou-se, preencheu a própria mão com o pau e se estimulando passou a roçá-lo nas coxas dela... Sentir a cabeçorra molhada e o pau endurecendo explorando seu corpo, ou melhor, suas pernas dessa maneira também a excitava.
Ele puxou a calcinha dela arremessando-a no chão e vislumbrou a buceta rosada e úmida. Contudo, colocou-a de quatro e ela logo se apoiou no encosto do sofá, empinando o quadril. E mais uma vez, ele surpreendeu-a. Não a penetrou. Fechou as pernas dela e, enquanto, segurava o pau com uma mão e o resvalava desenhando o contorno da bunda dela, enquanto com a outra a apertava suas ancas. Ele prosseguiu encaixando o pau no vão entre as pernas dela e as pressionou, comendo-as por algumas estocadas. Até levá-lo à buceta e comê-la ali, de quatro como ele gostava. Ela se contorceu ao senti-lo entrando, mas prontamente elevou o quadril e recebeu-o rebolando, inclinando o tronco para frente e jogando a cabeça para trás cada vez que o sentia todo dentro de si.
Ora ele a comia brutamente cravando as mãos em sua bunda a fazendo gemer alto, ora o tirava e o esfregava em seu rego, mas a ouvia pedir “me come, vai, mete esse pau em mim”. Naquela posição, ele só conseguia proferir “sua cadela, você gosta dele né?”. Ela estava prestes a gozar quando ele a virou enfiou o pau e lhe tocou o grelo, fazendo-a gemer roucamente, prendendo-o em suas pernas, pedindo por mais e com um pouco mais se tremeu toda, se desvencilhando dele e se contorcendo pelo gozo.
Ele se punhetava olhando-a naquele estado e logo foi o próprio líquido quem a banhou. Mirando para as pernas dela, ele soltou um urro e a lambuzou.
Ah, só pra variar um pouquinho. ;)
Você sempre soube de tudo. Tudo. Se lembra que me olhava com desfaçatez ainda sóbrio e quando me chamou fingia lucidez? Ah... Os meus lábios continuam pintados de carmim e os mesmos ainda só deixam manchados copos e corpos. Meu hálito também permanece o mesmo, intragável pelo conhaque e por excremento de outros. Não, não mudei nada, sou a mesma impudica e ébria que vive anestesiada da realidade sob o efeito de líquidos que ardem no palato, que descem rasgando goela abaixo e que queimam o estômago. Eu sou imunda, moço, e mesmo assim você me levou praquela cama e fodeu com a minha vida. Não era pra ser assim, será que você me entende? Quando fixou seus olhos amendoados nos meus e procurou minha boca com a sua já entreaberta, eu bobeei e me deixei ser sua. Com você era visceral. Minhas unhas cravavam-se em suas costas, arranhava lhe a pele e eu sussurrava nomes e gemidos a cada encontro afoito dos nossos corpos. Quanto tempo eu não sentia algo assim? Nem eu sei mais. Depois da segunda vez eu parei de contar. Assim, sem seu alvará sobrevivia das suas poucas notas e me tornei sua puta particular. Mas meu caminho entortou e foi você quem me provocou. Eu queria ter parado antes, ou melhor, não deveria ter começado... E, agora, estou aqui torpe e entre meias palavras vagabundas como sempre querendo que você peça pra eu voltar.
P.S.: Te dou meu poema sujo.

“Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho.” Os sobreviventes de Caio F. Abreu
Texto inspirado: O prazer nos cheiros do outro
“Banha comigo?” Foi esse o seu pedido naquela noite. Após uma festa que fora um fiasco, havíamos chegado relativamente cedo e ainda dentro do carro discutíamos se o melhor era cada um ir para suas respectivas casas. E ele retrucou “podíamos terminar essa noite juntos, pelo menos isso”. Era a chantagem mais barata. Ele me olhava com cara de pidão, de cãozinho abandonado e eu estava prestes a cair mais uma vez nessa armadilha. Insisti mais um pouco antes de ceder com um “tá bom, mas amanhã cedo vou direto pra casa”, mesmo sabendo que era mentira.
Entrei com as sandálias nas mãos para evitar ruídos, enquanto ele fechava a porta e sussurrava que poderia ter ficado em casa se fosse para gastar míseros vinte reais com uma porcaria de festa mal organizada. Eu, simplesmente, ria. Disse-lhe antes mesmo de sair que não estava com pique para festinhas e blábláblá... Deu no que deu. No final, adorava ter razão. Até que ele perguntou me interrompendo ao andar a passos lentos “qual é a pressa de ir para o quarto?”. Não entendi bem e ele se aproximou explicando “já está aqui no corredor, enquanto eu estava lá na sala, qual a pressa de ir para o quarto?”. Fiquei muda e sorrindo abobada “nenhuma, uai, é que você enrola pra caramba e se sua mãe nos ver...”. E ele me arremedou “e se sua mãe nos ver... Para né? Já somos bem grandinhos”. Ficamos nos olhando por uns segundos e ele me indagou selando meus lábios debilmente “então, eu vou tomar banho, você não?”. Respondi com um aceno positivo e acrescentei “depois de você, vou; derrubaram cerveja no meu braço quando você me puxou me afastando daquela briga”. Percebendo sua feição de presunçoso fui emendando “nem pense nisso”. Sim, sua cara de malícia era das melhores e eu a conhecia bem, mesmo ele negando com um “oxe, não disse nada”. Tanto faz. Tentei me virar para continuar me dirigindo ao quarto e ele me puxou balbuciando “ei, banha comigo?”.
Ele sabia me colocar em situações de fogo. Mas nos éramos um perigo juntos. Sem falar que eu gostava da maneira descontraída como lidávamos com a nossa falta de liberdade, porque quando tínhamos oportunidade e realizávamos alguma vontade, outras tantas se multiplicavam.
Mesmo pasma e exaltada com aquele pedido lhe falei “melhor não”. E insistiu aproximando seu corpo do meu “vamos, é só um banho, amor”. Eu podia ter empacado ali, mas não... Ele se prostrou por detrás de mim e foi me levando devagarzinho à porta do banheiro. Quando já estávamos dentro, eu o vi trancar a porta, ligar o chuveiro e começar a se despir em minha frente. E eu obstinada disse “ok, pode tomar seu banho vou ficar te admirando”. Pensei que tivera o ganhado por definitivo, pois não encenou lamento nem fora contra, apenas o vi entrar debaixo do chuveiro e me encarar pelo box.
Ele deixava a cabeça cair para trás, a água morna molhando-o o rosto e os cabelos escuros e com as mãos ajudava a água se espalhar pelos mesmos. À medida que ele repetia esses movimentos, eu me continha ao ver o seu corpo nu e o seu membro acusando sua tesura em saber que eu estava observando-o. E ele me incitando interrogou “tem certeza que não quer entrar? A água tá boa”. Eu me vi colocando as sandálias no chão e o fitando mais uma vez, como se medisse a loucura que estávamos prestes a cometer.
Desvesti-me da calça jeans, da blusa frente única e, por último, da calcinha, enquanto ele sorria descaradamente pela minha redenção. E quando abri o box, pedi ingenuamente “comporte-se, ok?”. Gesticulei com as mãos para que ele se afastasse e ao dar espaço para que me molhasse, senti-o roçar-se em mim e beijar minha bochecha; olhei-o de soslaio e ofereci-lhe meus lábios. Envolvi meus braços em seu pescoço e ele nos colocou abaixo do jato quente d’água. Em uma tentativa vã o sondei e lembrei-o “comporta, menino”. E ele rogou indicando seu pau “fala isso pra ele”. Salivei ao imaginá-lo em minha boca e assim o fiz. Abaixei-me percorrendo minhas mãos pelo seu peitoral, abdômen e coxas e o encarei, enquanto abocanhava-o. Emparedado comigo de joelhos em frente agindo como uma gulosa deleitava-me ao senti-lo enrijecer mais em minha boca. E puxando-me pelos cabelos levantei-me e beijei-o com urgência, a fim de colocá-lo para provar do gosto de si.
Por fim, deixou que as mãos explorassem meu corpo – apertava com força meus seios e bunda e a acariciar com destreza minha buceta, oras tocando apenas no grelo, oras introduzindo seus dedos em mim. Abafava meus gemidos beijando-me de olhos abertos espiando minhas reações. Quando lhe pedi “me come” com tanta excitação, ofereceu-me os dedos que antes me tocavam para que os chupasse e depois me virou de costas, apoiando-me na parede e murmurou em meu ouvido “se você gemer alto serei obrigado a tapar sua boca, hein”. E senti com intensidade ele introduzir seu pau em mim, fazendo-me empinar mais o quadril para recebê-lo mais fundo e impetuoso. Rangia os dentes para evitar meus gemidos, porém ele dava estocadas curtas, fortes e em intervalos desmedidos. Enquanto apalpava um de meus seios ou esfregava os dedos na minha buceta.
Foi quando segurei sua mão que estava nela e pedi que continuasse, pois já não aguentava mais e ele ordenou “goza vai que eu também vou gozar com você”. E antes de prosseguir disse para me provocar “cuidado pra não gemer alto, sua vadia, ou vai acordar sua sogrinha”. E eu me vigiei, mas fora impossível. O gozo veio forte com ele me dominando e ele foi obrigado a colocar a mão sobre minha boca, ao mesmo tempo em que também sentia os efeitos do próprio orgasmo – e nossos corpos davam pequenos espasmos.
Olhamo-nos aliviados e um pouco preocupados, mas foi inevitável um sorriso faceiro nos lábios. Tomamos nosso banho e saímos apressados direto para o quarto.
Nota: às vezes, temos necessidade de percorrer por caminhos que não sabemos onde irá nos levar - usei um tema e termos que quem não me conhece me julgará -, mas é isso. É preciso crescer, amadurecer para certas situações e saibam separar ficção de realidade.








