(+18) Banha comigo?

Banha comigo?” Foi esse o seu pedido naquela noite. Após uma festa que fora um fiasco, havíamos chegado relativamente cedo e ainda dentro do carro discutíamos se o melhor era cada um ir para suas respectivas casas. E ele retrucou “podíamos terminar essa noite juntos, pelo menos isso”. Era a chantagem mais barata. Ele me olhava com cara de pidão, de cãozinho abandonado e eu estava prestes a cair mais uma vez nessa armadilha. Insisti mais um pouco antes de ceder com um “tá bom, mas amanhã cedo vou direto pra casa”, mesmo sabendo que era mentira.

Entrei com as sandálias nas mãos para evitar ruídos, enquanto ele fechava a porta e sussurrava que poderia ter ficado em casa se fosse para gastar míseros vinte reais com uma porcaria de festa mal organizada. Eu, simplesmente, ria. Disse-lhe antes mesmo de sair que não estava com pique para festinhas e blábláblá... Deu no que deu. No final, adorava ter razão. Até que ele perguntou me interrompendo ao andar a passos lentos “qual é a pressa de ir para o quarto?”. Não entendi bem e ele se aproximou explicando “já está aqui no corredor, enquanto eu estava lá na sala, qual a pressa de ir para o quarto?”. Fiquei muda e sorrindo abobada “nenhuma, uai, é que você enrola pra caramba e se sua mãe nos ver...”. E ele me arremedou “e se sua mãe nos ver... Para né? Já somos bem grandinhos”. Ficamos nos olhando por uns segundos e ele me indagou selando meus lábios debilmente “então, eu vou tomar banho, você não?”. Respondi com um aceno positivo e acrescentei “depois de você, vou; derrubaram cerveja no meu braço quando você me puxou me afastando daquela briga”. Percebendo sua feição de presunçoso fui emendando “nem pense nisso”. Sim, sua cara de malícia era das melhores e eu a conhecia bem, mesmo ele negando com um “oxe, não disse nada”. Tanto faz. Tentei me virar para continuar me dirigindo ao quarto e ele me puxou balbuciando “ei, banha comigo?”.

Ele sabia me colocar em situações de fogo. Mas nos éramos um perigo juntos. Sem falar que eu gostava da maneira descontraída como lidávamos com a nossa falta de liberdade, porque quando tínhamos oportunidade e realizávamos alguma vontade, outras tantas se multiplicavam.

Mesmo pasma e exaltada com aquele pedido lhe falei “melhor não”. E insistiu aproximando seu corpo do meu “vamos, é só um banho, amor”. Eu podia ter empacado ali, mas não... Ele se prostrou por detrás de mim e foi me levando devagarzinho à porta do banheiro. Quando já estávamos dentro, eu o vi trancar a porta, ligar o chuveiro e começar a se despir em minha frente. E eu obstinada disse “ok, pode tomar seu banho vou ficar te admirando”. Pensei que tivera o ganhado por definitivo, pois não encenou lamento nem fora contra, apenas o vi entrar debaixo do chuveiro e me encarar pelo box.

Ele deixava a cabeça cair para trás, a água morna molhando-o o rosto e os cabelos escuros e com as mãos ajudava a água se espalhar pelos mesmos. À medida que ele repetia esses movimentos, eu me continha ao ver o seu corpo nu e o seu membro acusando sua tesura em saber que eu estava observando-o. E ele me incitando interrogou “tem certeza que não quer entrar? A água tá boa”. Eu me vi colocando as sandálias no chão e o fitando mais uma vez, como se medisse a loucura que estávamos prestes a cometer.

Desvesti-me da calça jeans, da blusa frente única e, por último, da calcinha, enquanto ele sorria descaradamente pela minha redenção. E quando abri o box, pedi ingenuamente “comporte-se, ok?”. Gesticulei com as mãos para que ele se afastasse e ao dar espaço para que me molhasse, senti-o roçar-se em mim e beijar minha bochecha; olhei-o de soslaio e ofereci-lhe meus lábios. Envolvi meus braços em seu pescoço e ele nos colocou abaixo do jato quente d’água. Em uma tentativa vã o sondei e lembrei-o “comporta, menino”. E ele rogou indicando seu pau “fala isso pra ele”. Salivei ao imaginá-lo em minha boca e assim o fiz. Abaixei-me percorrendo minhas mãos pelo seu peitoral, abdômen e coxas e o encarei, enquanto abocanhava-o. Emparedado comigo de joelhos em frente agindo como uma gulosa deleitava-me ao senti-lo enrijecer mais em minha boca. E puxando-me pelos cabelos levantei-me e beijei-o com urgência, a fim de colocá-lo para provar do gosto de si.

Por fim, deixou que as mãos explorassem meu corpo – apertava com força meus seios e bunda e a acariciar com destreza minha buceta, oras tocando apenas no grelo, oras introduzindo seus dedos em mim. Abafava meus gemidos beijando-me de olhos abertos espiando minhas reações. Quando lhe pedi “me come” com tanta excitação, ofereceu-me os dedos que antes me tocavam para que os chupasse e depois me virou de costas, apoiando-me na parede e murmurou em meu ouvido “se você gemer alto serei obrigado a tapar sua boca, hein”. E senti com intensidade ele introduzir seu pau em mim, fazendo-me empinar mais o quadril para recebê-lo mais fundo e impetuoso. Rangia os dentes para evitar meus gemidos, porém ele dava estocadas curtas, fortes e em intervalos desmedidos. Enquanto apalpava um de meus seios ou esfregava os dedos na minha buceta.

Foi quando segurei sua mão que estava nela e pedi que continuasse, pois já não aguentava mais e ele ordenou “goza vai que eu também vou gozar com você”. E antes de prosseguir disse para me provocar “cuidado pra não gemer alto, sua vadia, ou vai acordar sua sogrinha”. E eu me vigiei, mas fora impossível. O gozo veio forte com ele me dominando e ele foi obrigado a colocar a mão sobre minha boca, ao mesmo tempo em que também sentia os efeitos do próprio orgasmo – e nossos corpos davam pequenos espasmos.

Olhamo-nos aliviados e um pouco preocupados, mas foi inevitável um sorriso faceiro nos lábios. Tomamos nosso banho e saímos apressados direto para o quarto.

Nota: às vezes, temos necessidade de percorrer por caminhos que não sabemos onde irá nos levar - usei um tema e termos que quem não me conhece me julgará -, mas é isso. É preciso crescer, amadurecer para certas situações e saibam separar ficção de realidade.

9 comentários:

  1. Putz Babs!
    Você começou com esse tema, com textinhos leves, aos poucos foi ousando, esquentando.. E acho que enfim vc esta completa, preparada para sei lá qual objetivo com esses contos. Ou se não existe objetivo, apenas, como vc disse, mostrar a maturidade para falar do assunto!
    E com classe!
    =D Parabéns

    ResponderExcluir
  2. Que coragem! Muito bom! =)

    Beijos!

    ResponderExcluir
  3. amei o blog, sério.
    beijos e sucesso

    http://tepegonamoita.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  4. Como eu sempre disse, você é uma das escritosras que mais consegue me conduzir e tocar com qualquer tipo de linha que resolva seguir.
    Você tem um dom Babi que sinceramente invejo, não com maldade ou coisas assim, mas aquela inveja cheia de admiração sabe, que não sabemos explicar o quanto gostamos e consideramos bom algo.

    Sim, existe muita ternura dentro do meu coração por você. E eu desejo realmente continuar tendo a oportunidade de ler você em todos e quaisquer estilos de pauta. Gosto dos seus dialetos e gosto principalmente da sua perspicácia em nos conduzir através do seu interior, te sentindo em tudo e te tocando em tudo que lemos em você.

    Conto muito bem escrito, cenário muito bem desenhado - Amei!

    Obrigada pelo Prazer da Leitura.

    Beijos Doces!

    ResponderExcluir
  5. Babi, concordo qdo vc diz q as pessoas q n te conhecem assim tão bem irão te julgar e acho q o texto fictício ou não te expõe mto... o meu questionamento pra vc (q vc tem q responder p si mesma e p mais ninguém, mas q acho q precisa fazer) é se está preparada p essa chuva de achismos a seu respeito, pois quando vc assina um texto com esse grau de erotismo vc acaba tomando esses pensamentos (ao menos no momento criador) como seus, e é como se vc estivesse nua no meio da rua para que todos vissem, saca? Mais do que coragem, é preciso mta força

    *uma feliz semana p vc... se cuida..

    besos.

    ResponderExcluir
  6. Eu te julgo mulher.
    E saber gozar é imperativo. É urgente. Tanto na vida, quanto na ficção.

    (A propósito, conhece Anaïs Nin?)

    ResponderExcluir
  7. Ah Bár! Arrasou!!!!!! Gostei demais disso dai! Continue viu?

    ResponderExcluir
  8. Sempre há "aqueles" que são dominados pela hipocrisia...
    Mas, concordo com que o Paulo Vitor Cruz disse: Mais do que coragem, é preciso muita força.
    Seu texto ficou muito bem escrito!

    ResponderExcluir
  9. Pois esse foi o meu preferido. Justamente pelo tema e principalmente pelos termos. A-D-O-R-O!

    BeijoZzz

    ResponderExcluir

✖ Não faça propaganda de seu blog;
✖ Se discordou de algo, não publique comentários anônimos;
✖ Não é avisando que (per)segue meu blog que será recíproca;
✔ Retribuirei qualquer comentário se possuir blog;
✔ Estou aberta a críticas construtivas e a novas amizades...
♥ Desde já, agredeço sua opinião!