- Amar só se ama uma vez... – disse Rosa já farta de guardar aquela frase para si mesma.- Em verbo, talvez; mas em substantivo e adjetivo, não – respondeu Iasmim divagando.
- Como?! – a perdida Rosa questionou.
- Tipo... Verbos você encaixa em qualquer frase e mesmo não estando correto, você deixa lá, se alguém o perceber posto erroneamente, vão apontá-lo e você logo vai se dar conta que é preciso mudá-lo. – Iasmim tentava explicar da melhor maneira – O substantivo é essencial desde aos pequenos versos às grandes frases, porém pode substituí-lo por pronomes ou ocultá-lo da frase, e logo será denunciado por um adjetivo substantivado com a finalidade de torná-lo esdrúxulo ou venerado.
- Tá. E daí onde entra o “amar” sua louca? – Rosa indagou estupefata com tal filosofia.
- Ai, Rosa – Iasmin queixo-se. – Simples: conjugar é fácil, difícil mesmo é encontrá-lo, já que até em oculto faz-se presente. Amar é um verbo, todos o julgam; mas o amor que é bom sentir, todos o renegam mesmo quando o ser amado está bem à nossa frente – concluiu irritada seu raciocínio.
Rosa ficou boquiaberta com tal explanação, porém ainda queria interrogar a amiga quando a viu pulando da árvore como um gato e começara a chutar as pedrinhas. O olhar castanho de Iasmin era opaco, carregando de um lugar a outro uma aflição irreconhecível e vazia. E talvez, só talvez, ela estivesse pensando em Pedro que nunca devia ter partido. Afinal: Rosa só sabia conjugar verbos...
P.S.: Conto que estava escrito a umas semanas e como estou sem nada para postar, vai esse! Bem bobo e de origem duvidosa. E obrigada a todos que desejaram pro "Ella". (; Imagem da Vi.sualize.us.
Beijo pra quem é beijo!












