“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade.”
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“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade.”
Menino, Eu me dispo e você vem desenhar, brincar delicadamente com seus dedos pelo meu corpo; deslizando e preenchendo sua mão com minhas curvas; friccionando seus lábios contra a minha pele alva e soprando em meu ouvido suas frases impudicas. Às vezes, você me protege com seu olhar e da mesma forma me consome. Eu ruborizo com todas as situações, pois são muitas as sensações quando me fita. Em silêncio você vem mostrando-me e pedindo-me... Sei do meu domínio sobre você e, talvez, eu queira atiçá-lo assim e alimentar o seu querer. Gosto da sua ponderação, dos seus cuidados e da maneira gentil como me toma em seus braços. Vem, vem delinear minha silhueta que eu me entrego a você!
Eu não quero poupar e não deixarei transformar palavras em objetos, senão meu objetivo de trabalho. Porque eu me espelho nos grandes e, um dia, também quero ser exemplo. Lembrar-me-ei das anotações em papéis soltos, das histórias inventadas e das que ficaram somente na imaginação, dos rabiscos na última folha do caderno e das minhas agendas-diários entre fotos, datas e confissões. Aprendi com o tempo a transcrever o paralelo que vivia em mim, o real e o mundo imaginado. E, às vezes, sinto que caminho para o mesmo lugar, onde há uma ponte em que os versos me buscam, então eu os fantasio da minha verdade e os mostro ao mundo. Aos poucos, me sinto despida, porque as palavras têm um poder transformador sobre quem escreve e quem lê.
Olha, eu já quis ser professora, advogada e até contorcionista de circo, mas não me importaria se eu exercesse qualquer uma dessas profissões com orgulho, amor e afinco como a que eu quero atuar: jornalismo, apesar de ainda ter um trilho largo a percorrer. Mesmo com todos os receios de iniciante, um dia, ainda estamparei a “Carta do Editor” de uma grande revista com o meu depoimento sobre a edição do mês e o meu esforço para estar ali carregando a minha assinatura!
Escreve aí e não esquece, porque no dia oito do oito de dois mil e onze iniciarei uma nova jornada. Alçarei um voo longo em busca do meu sonho.
Pauta para 149ª semana do Blorkutando.
Meu povo e minha pova, que saudade de escrever! E de visitá-los (vergonha e preguiça me definem). Lembrei também desse post que não deu muito certo, mas continuo com a mesma ideia também nesse ramo. Precisava compartilhar essa notícia com vocês também, então juntei o útil ao agradável de última hora. E apareçam lá no Gurias Arretadas, seus lindos.
Beijo pra quem é de beijo.

