Silêncio;

O seu silêncio me invade e sufoca, maltrata, ilude, atordoa e fere – a mente, corpo, coração e alma; consequentemente me impulsando a lhe repelir como se em algum momento eu fosse me imunizar sobre os efeitos que você causa em mim. E eu posso chorar, falar que vou desistir, mas... Em fotografias o seu sorriso está eternizado e isso vivifica a lembrança breve que tenho da sua presença; e o timbre da sua voz e o abraço frouxo e desconcertante... Eu me sinto tola, mas, ah garoto, você não sabe a dor que o silêncio provoca. Não sou boa com adivinhações e não posso agradar-lhe, tampouco entender-lhe se não me fala nada sobre o seu querer e das suas vontades ou até mesmo da falta que se abateu sobre você e nos seus dias...

Hein... Sei que estou devendo explicações, mas responderei mesmo os comentários, meu povo. Layout novo com muita ajuda da Jana e inspirada também no blog Bonjour Circus, apesar de ainda ter algumas várias coisas a ajeitar. Há coisas que eu só posso falar "escondida", aqui estou.
Beijo pra quem é de beijo.

Garoto,

Desde o dia em que lhe conheci muitas portas abriram-se e outras tantas se fecharam, mas por aquela em que você adentrou em minha vida sempre insisti em mantê-la aberta. Muitos me desafiaram e por um fio quase a cerraram por completo, porém a minha teimosia e a minha persistência conseguiram segurá-la – nem em solavancos e empurrões foram suficientes para que me afastassem de onde eu estava...

Você é minha lembrança mais doce, o meu conhecimento mais duradouro do que é o amor – e de que sofrer com e por esse sentimento vale a pena, porque os ressentimentos e o ciúme são esquecidos e a felicidade momentânea é mais importante do que aquilo que passou.

Eu hesitei diversas vezes por não saber como falar ou agir, por vergonha e receio. Acredite, eu sempre estive no meu limite pensando em ilusões, contudo, é verdade, você e o que eu sinto. E os sonhos acumularam-se e aos poucos estão esvaindo. Gostaria de ingeri-los por mais tempo e guardá-los enquanto suportasse, mas sempre foi assim, não depende só de mim. Agora que as expectativas já foram superadas eu quero paz. Porque você faz meus dias amontoarem-se em turbilhões de sensações, as quais eu não quero me equivocar e voltar a sofrer.

E a porta cuja eu deixei aberta sempre estará aqui, com ou sem você.

"Eu quero mostrar para você
Tudo dentro de mim..."
Colbie Caillat - The Little Things

De alguma forma eu me sinto segura escrevendo essas coisas aqui no blog. Quem quiser ler que leia, uai. Se não quiser, problema... Acalmei meu coração apesar de estar com muitas dúvidas. "E depois como fica?" O tempo é o Deus, então vou deixar correr.
Ainda devendo os selos para postar e voltar a responder os comentários.
Beijo pra quem é de beijo.

Desapego;

“Quem chora e acalanta a solidão, não se permite viver.”

Lembro-me daquela frase como se alguém olhasse em meus olhos carregados de tanta solidão e dissesse-me penosamente, para que eu de alguma forma encontrasse forças para lutar. Sabe quando você está distraído pensando na vida, e escuta algum sussurro com o seu nome e por algum motivo você busca quem lhe chamou? Foi assim que me chegou tal verso – como um sopro despertando-me. Tanto é que não sei se foram palavras de um sonho, enquanto mantinha meus olhos abertos ou se dormi no ponto e acordei com aquela sensação de déjà vu.

O embaraço foi tamanho que meu coração acelerou ritmado num completo descompasso e, ao invés de amuar-me e pensar diante da seguinte reflexão, eu sorri. Eu, um homem leigo em assuntos sobre religião, porém cristão-de-todos-os-santos, que nada sabia sobre quem havia me dito aquilo ou tampouco reconhecia aquela voz melodiosa trazida pelos bons ventos, apenas presenciei um momento tenro de descoberta da vida. O mesmo corpo antes letárgico no banco do metrô agora se recompunha sentindo os fluídos pulsar. Não falo de magia nem de um encontro com alguma divindade ainda em vida; digo: foi um reencontro com minha essência, o meu eu – ou como quiser chamar. Eu apenas senti.

Não, não eu quero promover palestras de autoajuda e nem participar de debates sobre mediunidade ou sobre fantasmas, nada contra é claro. Mas, a partir daquele verso, eu me refiz. Porque os anos, as pessoas, as minhas próprias crises existenciais me desfragmentaram e deixaram que resquícios do que sou ficassem pelo caminho. Como se eu houvesse permitido ao tempo que levasse um pouco de mim consigo. Eu não queria ter me perdido de mim, será que dá para entender? É... Nós temos essa mania de nos perder: de ensaiar conversas frente ao espelho, de esconder nossos medos e desejos por vergonha, de remoer o passado em silêncio com tanto amargura que os dias parecem não ter fim e o presente nunca se faz presente, porque sonhar está fora de moda e você sabe, “a vida têm imprevistos”, então é melhor evitá-los – tudo isso sem exceção nos afasta de nós mesmos como outros tantos sentimentos entrelaçados a essas situações. E eu havia me perdido.

Eu somente provei daquele sussurro, porque eu precisava me desapegar da solidão e me reencontrar. E agora me comprometia a fazer parte de uma união, um pacto virtuoso, entre mim e a felicidade, entre os acertos e os erros e com a vida. A espera de ouvir, ver e sentir um pequeno detalhe da vida, porque essas sim escondem grandes oportunidades para sermos felizes.
O primeiro post de 2011! O texto simplesmente fluiu como há muito eu esperava. Espero que tenham entendido. Se tiver algum erro, avisem-me. Ok? Mas, hein... Feliz ano novo para vocês, leitores-blogueiros-amigos! Sabe, eu coloquei como meta para esse ano apenas realizações (desse jeitinho, "eu quero realizações" -#puntobasta), não vou prometer nada. E os sonhos Deus cuida deles! Vamos fazer nossa parte aqui embaixo, né? Obrigada a todos que me aturaram entre idas e vindas no ano passado e "vamo que vamo"! Logo posto os selos que ganhei, obrigada Aline Neves, Becka e Italo. Xx