Capítulo 10 - Culpados ou vítimas?

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Olga que já era rebelde por natureza há um ano mudara completamente, porém com o dobro daquilo que era intrínseco a si. Observando aquela foto e a citação no verso, o que ocorria com a irmã se aclarava em partes. E todas as respostas estavam dentro daquele diário. Aimée poderia simplesmente ignorar tudo o que estava escrito ali e deixar que as feridas distintas de ambas cicatrizassem com o tempo, sem que uma interferisse a outra, isso era ao menos o correto a se fazer. Contudo, ela precisava das malditas respostas e se naquele emaranhado de conhecidos existiam culpados e vítimas...

Até que ponto a ausência de Dan, irmão mais velho de Denny, era o responsável pela aspereza e amargor na vida de Olga? Ou melhor, quando os dois estiveram envolvidos? Porém era fácil deduzir a partir da estrofe da música que aquele amor sempre fora unilateral, porque até onde a própria Aimée sabia Dan tratava ambas como da própria família... Ou as evidências traíam qualquer dedução.

***

Aimée percorreu as primeiras páginas com rápidas olhadelas. Buscava palavras chaves que interligassem os fatos ou frases que revelassem a paixão que Olga sentia por Dan. E, ao invés disso, Aimée encontrou trechos que retratavam metodicamente o cotidiano da irmã tornando a leitura desnecessária e enfadonha. No início, enquanto passava as folhas sentiu uma fragrância floral bem impregnada ao diário, cujo era o perfume de Olga, e somente quando o olfato acostumou-se com o cheiro é que conseguiu aproximá-lo ao rosto para que pudesse ler melhor alguns garranchos.

A leitura só começou de fato quando Aimée deparou-se com duas páginas inteiras cheias de corações, anotações pelos cabeçalhos e rodapés e uma foto impressa colada no canto superior esquerdo de Dan. Facilmente comparada àquela que estava solta, pois nas duas Dan estava com a mesma blusa. Parecia até inevitável não gozar silenciosamente da irmã que agia como uma donzela enfeitiçada. Mas em questão de segundos obrigava-se a rebater tais pensamentos com a imagem de Dan e algumas palavras de saudades expressas por Olga. Era triste lembrar-se dele. E outros sentimentos só foram expostos em vários trechos soltos, páginas depois, como:

“Ele ainda me faz falta. Mesmo que em presença compartilhávamos o silêncio...”

“... eu poderia ter evitado, mas eu não fui capaz de fazer nada. Perdoa amor!”

“Eu amo tanto ele e agora ela não está mais junto a mim, mas sabe que eu o amo, porque ele é meu Anjo.”

Enquanto lia aquilo Aimée se permitiu chorar, porque era de alguma forma estranho ver o mundo da janela de Olga. Um mundo preto e branco enveredado por jardins de plantas secas. E naquele momento tornava a pensar que Denny também havia conseguido destruir seu mundo, porém tinha ímpetos de combater todo aquele mal que havia caído sobre a sua vida. Ainda havia muito que descobrir. Porque era indiscutível, Olga sabia muito mais sobre a morte de Dan.

“... eu poderia ter evitado, mas eu não fui capaz de fazer nada. Perdoa amor!”

O conto está sendo escrito e tomando novos rumos a cada capítulo e com a ajuda da expectativa de vocês aqui nos comentários. Obrigada a quem leu o post passado e desejou tudo de bom para a minha amiga Tati! :D Volto em breve.
Beijo pra quem é de beijo.

Ela

Pensei, pensei,... E adivinhem: pensei?! Mentira, senti!

Não sou boa com homenagens, tampouco com palavras. Li o último texto dela e senti... Que a vida ganha cor, sabor e amor quando palavras nos preenchem – a cada fresta e vão de minguadas e singelas palavras, as quais nos são pronunciadas. Basta querer sugá-las para si, aspirá-las ao mais profundo possível e deixá-las nos consumir. Quem consegue tal proeza é digno de aplausos, de suspiros e até lágrimas. Mas, e quando o som das mãos não pode ser escutado, os suspiros apenas devaneados e as lágrimas não enxugadas? Até através das palavras ovaciona a quem se admira, encanta-se e conforta-se. E eu me aproximei dela assim...

Ela transformou meu mundo... Reergueu-me quando imaginei que não houvesse mais sonhos cá dentro do seio, fez-me rir do inevitável, aninhou-me mesmo sem seus braços envoltos a mim e cantarolou comigo mesmo sem ouvir minha voz. Eu lha amei, garota, da primeira vez em que lha li, e daí? Esgueirou-se, aproximou-se e tratou de me conquistar com esse jeito moleca, indecisa e sabichona de ser. Enquanto me fala de sorrisos, lha falo de palavras, porque me fascinou com sua maturidade e sensibilidade com a qual transmite as cenas mais improváveis e os sentimentos mais inimagináveis.

Hoje, não me vejo sem você. E sei que nesses poucos e intensos meses de amizade, sinto sua falta e luto contra a rotina sobre nossos dias que trata de nos afastar mais ainda, como se não bastasse à distância em quilômetros entre nossa existência. Mas saiba que espero o dia em que toda essa sua falta que se amontoa dentro de mim passe logo e que possamos nos conhecer. Para eu poder ouvir você cantar (sim, eu tenho essa vontade), para podermos gargalhar e comer pipoca doce juntas.

Vejo-a fazendo tantas homenagens lindas que me envergonho em publicar esta. Porém diante das circunstâncias e tratando-se de Tatiane Tosta achei que esse meu amor, carinho e amizade, os quais compartilhamos têm que ser expostos a todos com e sem – clichê e melosidade - possíveis.

Minha chatinha, xuxuzinha e trenzinha. Amo-lhe e desejo-lhe todas as coisas boas: amor, saúde, felicidade, alegrias, sabedoria e muita fé para crer que você é capaz e merecedora de tudo isso! Porque eu creio que você pode crer em si mesma e nos seus sonhos e vontades. Lute pelos seus ideais sempre, mas não se esqueça de vivenciar e sentir o gosto de cada conquista, porque eu estaria aqui, de longe, torcendo por você!

Quanto tempo... Quase um mês sem postar e ainda devendo visitas, mas vamos lá gente, hoje é um dia especial para "a garota dos Nove" - 09/09/1989. Aqui está minha admiração por ela, Ta-ti. Merecia mais, mas foi o que consegui expressar para uma pessoa tão ímpar em minha vida. (:
Beijo pra quem é de beijo.