Clique sobre a imagem e veja os outros capítulos.Os primeiros minutos com o diário em mãos fez Aimée sentir fagulhas de receio e vergonha. Afinal, apesar do pesares, Olga era sua irmã. Olhou diversas vezes a capa e reparou como havia sido minuciosamente decorado pela irmã caprichosa e detalhista. Não podia negar, Olga possuía bom gosto – não para amizades, longe disso – mas sim no quesito material; suas coisas eram escolhidas com certo rigor e em matéria de estilo ela sem dúvidas era a pessoa mais aconselhável a se pedir uma opinião sincera. E ainda havia isso – Aimée admirava a irmã de alguma forma pelo que ela representava, às vezes, provocando-lhe uma dose de ciúme e outra de inveja.
Quando concluiu esse pensamento, Aimée deslizou sobre o lençol da cama deitando-se, cerrou os olhos, trincou o maxilar e disse mentalmente o seu novo mantra: “ela me pedirá perdão por permitir o que ele fez e não me importo com o que eu tenho que fazer!” Então sentiu a textura emborrachada do e.v.a. utilizado na encadernação e deixou que as páginas tornassem a virar e alguns papéis caíssem sobre seu corpo, enquanto suas mãos pendiam para um lado e para o outro, numa brincadeira relaxante antes de iniciar a leitura. Contudo ela não parou e, talvez, numa vã tentativa queria descobrir algo valioso sem ao menos ler, abriu os olhos e concentrava-se entre os vãos cujas páginas permitiam-lhe apenas bisbilhotar os borrões do que ali verdadeiramente estava escrito. Ela sabia do risco que corria sobre enfrentar Olga e mais ainda agora por pegar o diário dela.
Ela posicionou-se sentada na cama e juntou o que havia caído de dentro do diário. Alguns papéis que pareciam recadinhos de amigas e três fotos – uma da própria Olga aos cinco anos de idade e ela com apenas três anos; outra de Mabelle quando ambas ainda estudavam no educandário e a terceira fez Aimée ficar confusa... Quantas perguntas eram possíveis fazer sobre tal? Nem ela mesma sabia o que perguntar quanto mais responder. O resquício de ar que conseguiu prender durante aqueles segundos em que percorreram infinitos pensamentos foram calados ao ler a mensagem escrita no verso da foto:
Quando concluiu esse pensamento, Aimée deslizou sobre o lençol da cama deitando-se, cerrou os olhos, trincou o maxilar e disse mentalmente o seu novo mantra: “ela me pedirá perdão por permitir o que ele fez e não me importo com o que eu tenho que fazer!” Então sentiu a textura emborrachada do e.v.a. utilizado na encadernação e deixou que as páginas tornassem a virar e alguns papéis caíssem sobre seu corpo, enquanto suas mãos pendiam para um lado e para o outro, numa brincadeira relaxante antes de iniciar a leitura. Contudo ela não parou e, talvez, numa vã tentativa queria descobrir algo valioso sem ao menos ler, abriu os olhos e concentrava-se entre os vãos cujas páginas permitiam-lhe apenas bisbilhotar os borrões do que ali verdadeiramente estava escrito. Ela sabia do risco que corria sobre enfrentar Olga e mais ainda agora por pegar o diário dela.
Ela posicionou-se sentada na cama e juntou o que havia caído de dentro do diário. Alguns papéis que pareciam recadinhos de amigas e três fotos – uma da própria Olga aos cinco anos de idade e ela com apenas três anos; outra de Mabelle quando ambas ainda estudavam no educandário e a terceira fez Aimée ficar confusa... Quantas perguntas eram possíveis fazer sobre tal? Nem ela mesma sabia o que perguntar quanto mais responder. O resquício de ar que conseguiu prender durante aqueles segundos em que percorreram infinitos pensamentos foram calados ao ler a mensagem escrita no verso da foto:
"Mas eu quero você, eu preciso de você."
(I Want You)
Saliva traduz o que eu sinto!
O ♥ D
E a flor desabrochou. (?) Provavelmente eu só fique atualizando agora sobre o conto até que minha vida se estabilize. E agradeço a quem ainda me lê de coração! Logo respondo e leio quem deve minha atenção e meu respeito. :D
Beijo pra quem é de beijo.






