Vendem-se músicas, porém esqueceram-se do conteúdo. São explícitas quantas rimas falsas e clichês sob bases rítmicas contagiantes, ou capazes de atingir e questionar apenas o existencial e sentimentalismo juvenil sob contínua melancolia.
Não cabe comparar as músicas que exprimiam gritos de liberdade contra a Ditadura Militar e guerras pelo mundo afora entre as décadas de 60 a 80, pois são eternizados e aplaudidos por conseguirem expressar o que o jovem atual não consegue confrontar. Contudo, ainda há música consciente. E retratar o mercado musical nacional, onde a população não ousa a ouvir as súplicas do próprio povo exigindo e clamando por mudanças é algo a se pensar quando se fala do rap nacional.
Normalmente, o rap nacional não “desce o morro”, como dizem os próprios rappers, sendo esses crescidos e criados nas periferias das megalópoles brasileiras. Pois diante da realidade vista do ângulo em que viveram e sempre conheceram, relatam sobre as desigualdades sociais, a violência e crianças e jovens perdendo-se no mundo das drogas e bebidas. Verdades pelas quais jovens de classe média ou alta saberão, porém não as encararão como eles, diariamente.
Espelham-se nos ritmos americanos, mas criaram a própria identidade e infelizmente, são confundidos com “maloqueiros” e tachados de vagabundos, ou até mesmo com cantores de outros movimentos como, os funkeiros. No entanto, a discussão moral e social são temas principais em suas músicas.
Por isso, o rap necessita de voz e influenciar, acima de tudo, em outros gêneros musicais. Reacender a vontade de modificação não somente nos jovens, mas também um sentimento de revolução na política já que a contestam cantando sobre a realidade nua, crua e pesadamente, sangrenta.
P.S.: Voltei! É talvez os temas mudem um pouco, mas o importante é que voltei. Aos poucos vou respondendo os comentários e retomando a vida de blogueira. Pauta para o BK.
Beijo pra quem é de beijo!






