Amém

Ainda há chance?

A cada anoitecer meu corpo cansado pende, minha mente anuvia e minha fé se fincará ao chão, porque minh’alma quer flutuar. É porque a tempestade instalou-se dentro de mim e eu emudeci, perdi o prumo e o rumo. Eu quero saber: quantos passos em falso serão dados? E quantas cicatrizes marcarão a minha pele? Escuta meu silêncio, meu suplício, meu sacrifício; em Teu nome, à minha honra: Salva-me!

Amém.

As palavras me visitam assim, em forma de pedido. Respondo em breve cada um!
Até mais, pessoal!

namorado imaginário;

Entre as paredes da minha imaginação está dependurado a moldura de um quadro a qual sempre se encontra vazio, mas eu creio que ele nunca está. Pois dia a dia pincelo invisivelmente no papel branco as várias cores e formas buscando a melhor maneira de expressar o que encontro nas feições humanas e o que elas me transmitem sobre o ser, o existir e o sentir. E aos poucos, crio um rascunho fotográfico, onde as imperfeições transformam-se em qualidades e as qualidades em defeitos. Exponho-os a mim mesma e vejo que invento sobre o amor - mesmo aquele não correspondido tem a sua dose de querer incessante - cujo em silêncio faz-me moradia e em murmúrios segreda os desejos mais puros. Porque simples não o são.

Eu, que entendo a essência de doar-me, guardo cá dentro do peito a latente vontade de entregar-me a alguém que me queira tão bem quanto lhe quero; àquele que sem ao menos eu pedir se ofereça por inteiro. Sendo um completo clichê por não se importar com minha cor, raça, idade e minhas verdades. E que haja com estupidez somente para voltar a meus braços cheios de encantos para que o encontro de nossa pele, sabor, sexo e amor seja fusão.

Ele será o menino mais mimado ao homem mais solidário. Rirá de meus cabelos desgrenhados ao acordar e me beijará quando isso me irritar; perderá de propósito um jogo no Playstation só para satisfazer minha vontade de ganhá-lo uma vez e deixará que eu o caçoe por esse mesmo motivo; dançará comigo mesmo não sabendo dançar; me fará rir, enquanto brigamos sobre qual filme iremos assistir e me incentivará quando eu mais precisar.

Ele... Que tanto espero será meu porto seguro e meu equilíbrio em dias de desespero. Me ensinará assim como deixará que eu o ensine sobre as coisas da vida e desse meu gostar tímido. Entendendo-me na fúria ou na doçura do olhar, ou no meu jeito de falar.

Meu namorado imaginário, talvez, exista em algum dos quatro cantos do mundo e sabe quem eu sou só ainda não me encontrou!
Estou vindo aqui de mês em mês e isso me entristece mais do que imaginam... Parece que as palavras tiraram férias de mim e até agora nada. Postando esse texto que participei de uma promoção lá do blog da Lena. Não ganhei, porém meu texto ficou entre os 41 melhores. E não, não estou numa fase de fantasiar sobre amores. Quando eu puder e conseguir, eu volto.
Beijo pra quem é de beijo.