Capítulo 2 - À segunda vista

Gael ainda se lembra quando a viu pela primeira vez face a face. Sob a escuridão da noite, uma estranha permaneceu inerte a olhar o horizonte do alto da arquibancada das quadras do colégio, as quais eram descobertas e a visão à noite era estarrecedora. Como a cidade era num pseudo-morro, em pontos estratégicos podia-se observar a pequena cidade sem grandes dificuldades.

E às 20h30min daquele dia, enquanto conversava com os amigos ao final do treino de futebol seguiu os movimentos bruscos que a menina subitamente iniciou como num verdadeiro surto: atirava folhas e folhas ao ar... O vento era fraco, não as levariam a lugar nenhum, mas ela continuou com veemente persistência. Ele mesmo tratou de apontar o dedo para ela, a qual em poucos minutos foi o espetáculo da noite. Pois estava claro que se desfazia de algo que não queria olhar mais, ou se lembrar. Tentavam decifrar sua atitude de rebeldia, contudo ninguém sequer chegou perto de adivinhar o que verdadeiramente sentia.

Os cabelos cobriam-lhe a face, e mesmo se o mostrasse, na negritude do local, não perceberiam as lágrimas tocando a pele de veludo, os olhos vermelhos de fúria e o ranger de dentes, evitando que as palavras rompessem seus lábios; então as engolia secamente de raiva e jogando para o nada seus resquícios nas folhas de papel.

Por cerca de cinco minutos ela terminou sua desesperadora atitude, tomou nos braços a mochila, subiu os últimos dois degraus e partiu. Lá embaixo, Gael acompanhado de Dario, Otto, e os gêmeos, Rui e Tomás e o professor Marcelo perguntavam-se se deveriam segui-la e procurar saber se estava bem, ou ficariam quietos com receio por tratar-se de uma desconhecida. Para todo o caso escolheram a segunda opção, e logo também se despediram e cada um seguiu o seu caminho.

No dia seguinte, Gael e Otto foram as quadras no primeiro horário para pegarem as redes do gol a pedidos do professor, e encontraram uma menina subindo e descendo feito uma tonta pela arquibancada. As folhas estavam apenas espalhadas por todo o canto do pátio, e ela as recolhia com ar esbaforido e de arrependimento. Os dois se entreolharam e a reconheceram, não se tratava de uma estranha, e, sim, de uma aluna, mas ainda era desconhecida. Otto apenas fez um prólogo de um diálogo mental, porém ao olhá-la as palavras fugiram-lhe à boca e ao olhá-la frente a frente ficou absorto – não somente ele, mas Gael até esqueceu-se do próprio nome. E ela proferiu rudemente com sua voz doce:

- Não quero ajuda! Eu sei que me viram ontem aqui. – Continuando à busca pelas suas tão queridas folhas e retrucando consigo mesma baixinho – Ai Aimée, seus desenhos não têm culpa. Eles são suas preciosidades.

Ambos tentaram disfarçar a tolice de terem ficado mudos olhando-a. E distanciaram-se sabendo apenas de duas coisas, se ainda se lembravam de como contar: Aimée era o nome daquela adorável criatura e por todo aquele ano ela enfeitaria suas manhãs com sua silenciosa presença.

Os capítulos estão ficando bem grandinhos, quem estiver acompanhando diga-me se quer que eu os divida ou não, ok?! (: E ah, se encontrarem algum erro de coesão e coerência avisem-me também. E não estou conseguindo comentar no blog da Vanessa Monique .
Beijo pra quem é de beijo!

Capítulo 1 - A amada

Aimée andava pelas ruelas da pequena cidade com olhar baixo, pés arrastando-se nos ladrilhos e as mãos unidas, quase que orando constantemente. A aflição não a abandonava mesmo fora de casa. Com as brigas dos pais todo o dia adiava a volta a casa e seu refúgio era perder-se em qualquer esquina, acompanhada de seu celular, onde poderia escutar suas músicas favoritas e fotografar momentos únicos... Como naquela tarde, datada 14 de maio de 2006...

Concentrava-se nas pedras ao roçar sua sapatilha no chão de concreto rachado e o tédio fazia-lhe companhia. E sentia que a qualquer lugar que fosse a solidão lhe arrastava para um negrume – as pessoas afastavam-se, ou desapareciam, ou sequer a notavam – e daquele efeito já havia se acostumado; fazia o que tinha para fazer em determinado local e se retirava agradecendo a quem lhe atendesse e desculpando-se com os fantasmas por ser uma completa inútil, como sua irmã costumava-lhe chamar.

Porém, do outro lado da rua um rapaz sentado a um banco colorido em frente a um prédio a olhava pensativo. E ela não o notou. Aliás, esquivava-se dos olhares inquisitivos que passavam por ela pela calçada, permanecendo quieta para si, porque se não fossem seus pés inquietos com cada grão no chão, todos diriam que ela era um menina qualquer. Todos reparavam nela. Os cabelos longos ondulados cobrindo-lhe os ombros, trajando a blusa de colégio federal, calças jeans desbotadas e sapatilhas cor vermelha. E chamava bastante a atenção, principalmente, quando fitavam seu rosto de expressão forte, traços angulosos, sobrancelhas bem desenhadas, o lábio superior mais grosso que o inferior e a cor dos olhos eram de beleza ímpar – cinza que sob a luz mascarava-se de esbranquiçado macabro, quiçá para todos, atormentador.

Contudo, de longe o jovem Gael admirava-lhe a beleza, mesmo não podendo tocá-la a face, os cabelos; despia-lhe com a imaginação, mas logo a vestia, por tratar-se de exuberância distinta e, talvez, intocada. Sentia-se como um adolescente sujo ao pensar daquela forma sobre Aimée, pois o corpo reagia de forma impulsiva e não queria aquilo com ela e tratava logo de repetir a si mesmo – “Não, não e não”. Impulso que poderia sobrepujar suas pernas, as quais permaneciam trêmulas mesmo sabendo que Aimée estava distante, mas era presença visível e suficiente para tornar-se inquietante para Gael.

Olá, pessoal! Bom, "estou de volta". Não sei se vou conseguir manter o blog, mas vou na fé. E para começar escrevi um conto que só está escrito dois capítulos e quero saber se vai render alguma coisa. Quem me sugeriu foi a Tati. (: Foi a saudade que me fez voltar... E blog de visual novo, com muita paciência a Jana quem me ajudou, um muito obrigada! ;D
Beijo pra quem é de beijo.

Fechado...

Por tempo indeterminado!
Beijo pra quem é de beijo.

+ Selos!


- Repasse para 5 comentaristas;


- Repasse para 6 blogs;
Obrigada Tati pelo dois selos! (:

- Exibir o selo em seu blog;
- Exibir o link do blog que você recebeu;
- Escolher 10,15 ou 20 blogs para recebê-lo e avisá-los!

Obrigada Amanda C.! :D

Vou repassar apenas para 5 blogs já que é a quantidade máxima do primeiro selo, porque senão ficaria aqui horas e horas indicando a todos que passam por aqui e aqueles que admiro, certo?! :D

- Erica Ferro -
- Liv -
- Becka -
- Ana Carol -
- Dayane -
Moça,
Ouças teu coração, deixes que as palavras ensaiem sobre suave ritmo, rodopiem em tua mente e transforma-as em singelas e tão sinceras frases. Do teu imaginário reverberam-se cenários, feitiços e teus encantos, então os desenhe e os pinte em cada verso, torna-os real à minha maneira de te ler. Acolhes-me. E componhas docemente tuas tristezas, porque do teu refúgio, faz-me feliz e do mundo quero proteger-te.
Abraços,
do Teu Sonhador.
P.s.: Não consigo fugir disso, então, vamo que vamo... Próxima postagem será com dois selinhos que ganhei da Tati e da Amanda.
Beijo pra quem é de beijo!