Todos os nossos amores são de verdade.


Cansada de algumas ladainhas faladas e ouvidas por mim... Resolvi escrever sobre isso.
Será que é possível se convencer do contrário, depois de tanto ouvir que “amor de verdade só acontece uma vez na vida”?! (Se respondeu sim, continue lendo.)


Mania humana: comparar e medir.
Conseguimos, ou melhor dizendo, tentamos resumir tudo a comparações e medidas. Até o pobre coitado do amor é comparado e medido. Enganam-se quem usa esse método para ficar com uma pessoa.
Quem ama para a sobrevivência, ama perdidamente; quem ama no devaneio, ama loucamente. E assim pode-se dizer quanto a intensidade, as circunstâncias e dá-se o valor a pessoa, e ao que sentimos nomeiam do jeito que querem... Paixão, amizade, gostar... Formas de amar.

O sentimento está impregnado em nós. As pessoas podem ser esquecidas, mas ele... Ah, ele fica. Quem deixa por amor, (acredite) também deixa pelo ato de amar. Por isso, outros sentimentos inversos a ele não conseguem detê-lo dentro de nós para que consigamos amar outras pessoas. Porque amar é a felicidade. Amor não enche barriga, mas satisfaz a alma e nos dá força para seguir a vida. Só quem ama de verdade se permite amar outras vezes, porque sabe que não tem coisa melhor na vida. Amar e ser amado.
A carcaça humana pode fraquejar, porém ele, o amor, nos levantará sempre. Mesmo que seja nas lembranças de um passado sórdido, ou na esperança de um futuro brilhante. O belo é senti-lo sem medo.
Não há como negar...
Todos foram, são e serão amores...
Todos foram, são e serão sentidos de verdade!

Mal-de-Maria

Maria era uma mulher de apenas 30 anos. (Sim, só isso!) Formada em Comunicações Sociais, empregada de uma grande rede de telecomunicações, bem remunerada e, já havia passado uma temporada no exterior para estudar artes plásticas e praticar seu inglês. Ou seja, não tinha do que reclamar, certo?! Errado!
Seu cotidiano resumia a levantar-se as seis e meia da manhã, preparar seu próprio café da manhã, banhar-se, vestir-se e, claro, ir ao trabalho. Uma correria só. Fazia tudo mecanicamen-te. Às vezes não precisava nem do despertador, seu corpo já sentia quando era hora de acordar e, assim o fazia.
Passava por todos sempre com um sorriso estampado no rosto pronto para dizer o “bom dia” ou “tudo bem” para quem quer que fosse.
Dos seus oito anos de empresa era vista como a exemplar. Porém não entendiam como tal mulher não entrasse sequer em banheiros. Tentavam justificar mais o todo esforço era em vão. Ela mesma brincava nomeando seu problema como o mal – de – Maria.
O mal – de – Maria era não passar em frente a nada que refletisse sua imagem. Sejam vidraças, maçanetas de ferro, colheres, facas, e até mesmo, espelhos.
Naquele ano, no mês de novembro, em seu aniversário fora cumprimentada por todos seus colegas de trabalho. E recebeu inúmeros presentes. Porém, um especial lhe aguçou pelo tamanho, era grande o suficiente para caber algo bem interessante, e, o embrulho era um dos mais lindos que já havia visto em sua vida. E foi este mesmo que decidiu abrir primeiro.
Não hesitou. Retirou de cima da caixa os diversos embrulhos e o pegou sem muita dificuldade. O segurou do melhor jeito que pôde e leu em sua tampa um pequeno bilhete escrito em bela grafia “Nada devo temer!”. Então o abriu.
Ouviu-se um grito aflito por toda a sala. E todos levaram um susto.
Maria fechou seus olhos e seu presente caíra no chão. Se quebrando e dividindo-se em pedaços. Recebera um espelho de presente. Causando grande espanto em Maria.
Em pequenos pedaços ela mesma não se reconhecia. Pensara que juntando cada estilhaço do espelho poderia ver quem era aquela cuja refletia. Nem mesmo assim poderia consertar o que o tempo fizera com ela. Deixara o tempo a maltratar. Fazendo-a pensar que se era bem sucedida e respeitada onde trabalhava, não precisava de mais nada, já estava com a vida ganha.
“Nada devo temer!” – ela simplesmente não queria aceitar-se. Os bom-dias e tudo-bens carregados por um sorriso ensaiado de nada adiantavam. Sua vida permanecia solitária. Não havia amor próprio em suas manhãs, em seus dias. Seu trabalho a ocupava apenas 8 horas. E nas horas vagas não se permitia usufruir do supérfluo. Achava uma bobagem tudo isso.
Quantas sofrem do mal – de – Maria? Quantas devem ignorar-se?
Sejamos humanas, porém não fúteis. Vaidade em excesso é pecado. Porém em harmonia astral e visual... Não faz mal a nenhuma de nós!

Ella en Palabras. Decifre-a!

A escolha do nome para um blog é bem difícil, hein?! Mas como sempre tive vontade de montar o meu... Aqui está!
Me refiro ao "ella" - a mulher. Tentando também me decifrar por meio das palavras.

Sou leiga para falar de certos assuntos e, através deste blog espero encontrar pessoas que estejam abertas a ensinar e a aprender, também. Pois já venho lendo alguns blogs a um bom tempo, e as vezes (confesso) receio em deixar um comentário. Bobagem... Prometo comentar quando estiver apta para isso. ;D
Críticas construtivas são bem vindas!

Beijos ;*